A maldição do Solstício parte 1

solsticioSabe aquela batida de bateria, que começa com uma pancada leve e lenta que logo se transforma em alta e rápida? É assim que o meu coração ficava quando via o Luck Miller, era como se minha alma saísse de dentro de mim e segurasse a minha mão puxando-me em direção a ele, eu queria-o, desejava-o, mais do que tudo que o mundo poderia me proporcionar.

Mas eu tinha medo desse sentimento, tinha medo de me arriscar e acabar sofrendo num futuro não muito distante. A razão tentava impedir o meu coração, pois cresci em um mundo onde a traição estava ultrapassando a barreira do amor, eu queria um amor, um amor verdadeiro, onde houvesse cumplicidade, credibilidade e felicidade, onde o meu maior medo fosse acordar e perceber que quando ele saiu para trabalhar eu ainda estava dormindo.

E foi assim que começou o meu romance com Luck, ele era tão lindo, carinhoso e atencioso, mas isso não era suficiente pois, eu o queria só pra mim, odiava quando ele me largava para cumprimentar aquela sua amiguinha piriguete, eu detestava todos os seus amigos, eles sempre chegavam em momentos impróprios. E foi assim que tudo começou a mudar.

No dia 20 de junho de 1982, ocorreu o que nenhuma mortal seria capaz de suportar, Luck disse – me que estava cansado das minhas crises de ciúmes e que precisávamos dar um tempo, no começo reagi bem, mas isso era só um disfarce, pois eu sabia que não conseguiria viver sem ele, sem seu amor, sem suas mãos que viessem de encontro a mim, e foi aí que eu tive uma ideia,pensei que se eu destruísse a sua amiga ele voltaria para mim. Pois eu não compreendia o motivo de seu abandono, achava que a culpada era a sua amiga e não a minha louca obsessão.

Na madrugada do dia 21 peguei uma pistola 9 milímetros e fui em direção a casa de Natasha “amiga de Luck” , eu estava cega de ódio, só vi quando eu atirei em direção a ela, e por um momento tudo ficou preto, no entanto percebi que quando atirei em direção a ela, Luck entrou em sua frente e eu o matei também, matei quem eu mais queria vivo.  Comecei a chorar desesperadamente e a única solução que eu encontrei foi atirar em mim também, em meu coração, foi 5 minutos de um estranho breu, mas depois disso eu acordei com mais disposição do que nunca, e um terrível buraco no coração, eu estava amaldiçoada.

Passaram – se 32 anos e eu não envelheci nenhum centímetro depois daquela noite, considerada uma das mulheres mais linda do mundo, estou com uma maldição que proíbe que eu me apaixone por qualquer homem mortal. Todos os homens que o destino permite que se aproxime de mim, amanhece morto ao meu lado.

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